sábado, 4 de outubro de 2014

"TAMBIRA" foi inspirada em uma lenda do imaginário popular

O leitor deve estar se perguntando: de onde o autor tirou a idéia para escrever TAMBIRA? Bem... Nesse caso, eu conto para você: eu me inspirei em uma lenda do imaginário popular. Essa história é uma releitura baseada na lenda do “Corpo Seco”, agora contada em uma nova roupagem.
Eu tinha cerca de 10 anos de idade quando escutei pela primeira vez a lenda do “Corpo Seco”, contada à beira da calçada por uma figura típica de contador de causo, o saudoso senhor Benedito Resende.
Depois de anos pesquisando a lenda do imaginário popular brasileiro, só agora, aos 61 anos, me propus a escrever a lenda em formato de livro. E aí está “TAMBIRA a lenda”.

Para você adquirir o livro clique no link a seguir:
 http://www.editoramultifoco.com.br/literatura-loja-detalhe.php?idLivro=1788&idProduto=1820

sábado, 27 de setembro de 2014

Homenagem aos escritores e acadêmicos

No dia 24 de julho de 2014, a Câmara Municipal de Aparecida-SP realizou Seção Solene em comemoração ao Dia do Escritor. Na ocasião, foram homenageados escritores e acadêmicos. A propositura foi de autoria da vereadora Márcia Filippo. Entre os homenageados estava J. Carlos Ribeiro autor do livro “TAMBIRA a lenda”. 

Certificado

Vereadora Márcia Filippo e J. Carlos Ribeiro autor do livro "TAMBIRA a lenda"


sábado, 20 de setembro de 2014

Eu escrevi um livro


Sempre desejei escrever um livro, no entanto eu não acordei um dia e disse: “Hoje vou escrever um livro.” – Não foi assim. Ele nasceu da necessidade de criar um personagem e sua história para gravar um curta em parceria com Gilberto Borges da “TV Galena”, mas antes do curta nasceu o livro.
Então, comecei escrever encorajado pelos amigos.
Porém, ao longo do período em que fui escrevendo, meus relatos tomaram proporções maiores e decidi que seria um livro. E aí está “TAMBIRA: a lenda”.
O livro insere momentos e fatos históricos reais. Acrescentei, por fim, a ficção, para unir as narrações e facilitar a construção dos personagens principais. Eles adquiriram características e personalidades próprias. Engraçado porque hoje os leitores me perguntam: "mas essa história aconteceu mesmo?",  "e essa outra?", "mas esse personagem existe?". Nenhum deles é alguém específico, são frutos da minha criação o que fez a história se tornar mais interessante
Quando comecei escrever minha maior preocupação foi tornar a leitura fácil e acessível a todos, porém, mostrando ao leitor informações importantes dos fatos históricos de nossa região. Uma lenda. Uma ficção inserida dentro de um contexto histórico real.


sábado, 6 de setembro de 2014

TAMBIRA e o tema zumbi na literatura brasileira

Capa do livro
Esqueçam os vampiros, lobisomens e seres sobrenaturais. O que está na moda agora são os zumbis. Sim, esses seres morto-vivo que grunhe e se arrastam de um lado para o outro. Eles estão bombando nos games, nos filmes e na literatura. O tema zumbi não é muito utilizado da literatura brasileira, este tema carrega os apelos dos thrillers norte americano.

TAMBIRA é totalmente brasileiro eu conto uma lenda extraída do imaginário popular brasileiro. O livro é sobre a vida dramática de um homem que depois de morto torna-se um vivo-morto, um corpo seco.

Gosto muito do gênero terror, mas vampiros e lobisomem têm uma longa tradição na literatura, inclusive no Brasil. Fora isso, o vivo-morto servem mais ao propósito da história que queria contar.

O livro insere a ficção dentro de um contexto histórico real, os personagens têm nomes que são homenagens às pessoas reais, mas não se trata apenas de nome, mas do background. As escolhas dessas pessoas não foram aleatórias, mas existem para dar certa dimensão e profundidade para a história que não pode ser percebida em uma primeira leitura. Procuro criar camadas em meus textos; mensagens nas entrelinhas. Gostei do resultado final.


domingo, 31 de agosto de 2014

Design da Capa do Livro “TAMBIRA a lenda”

Em Aparecida-SP cerca de um quilometro ao sul, ergue-se o morro do Tabuleiro (nome antigo atribuído aos primeiros colonizadores da região) que se estende até o município de Roseira. Hoje esse morro “pelado” substitui as verdejantes e extensas matas nativas.
A partir da segunda metade do século XIX, a ocupação de Aparecida e região com a cultura cafeeira e posteriormente com a pecuária leiteira teve efeitos devastadores sobre a cobertura vegetal original, predominantemente de mata Atlântica. Somente as terras com declividades acentuadas ou de acesso muito difícil foram poupadas.
As margens da rodovia Presidente Dutra, na altura do trevo vêem-se um fragmento mal tratado da mata nativa.
Tinha cerca de dez anos de idade quando escutei pela primeira vez a lenda do “Corpo Seco”, contado à beira da calçada por uma figura típica de contador de causo, o saudoso senhor Benedito Resende. Desde aquele tempo o fragmento de mata mencionado já era conhecido como “Mata do Corpo Seco”.
Para o design da capa a foto da “Mata do Corpo Seco” serviu de inspiração. Veja a seqüência das fotos abaixo.

"Mata do Corpo Seco"

Detalhe da foto que foi utilizada
Conversão da foto em Preto & Branco 

Foto estilizada para Preto & Branco

Estilização da foto


Design concluído






sábado, 30 de agosto de 2014

Thriller histórico com uma pitada de terror



Eu tinha uma história de terror para contar, e achei que ela seria mais interessante se contada no estilo de um thriller histórico. Comecei a escrever tudo com muita pesquisa e recheado de informações interessantes. Gostei do resultado. Confira!

sábado, 23 de agosto de 2014

Leia um trecho de "TAMBIRA a lenda"

Capa do livro
Capítulo 1

     Um pensamento passa pela cabeça de Antônio Manuel Alves da Silva enquanto ele consulta seu relógio de bolso, olhou em volta mais uma vez e dirigiu-se rapidamente para a porta de saída.
     Foi na primavera de 1833, que Antônio chegou a Corte do Rio de Janeiro vindo de Portugal, com sua família, a esposa Joana Cardoso da Silva e seu único filho de 10 anos Joaquim Cardoso da Silva. Tão logo saiu do saguão de desembarque do cais do porto, Antônio logo foi perseguido por dezenas de negros escravos que se ofereciam para transportar suas bagagens. Antônio, então foi obrigado a recorrer a esses escravos carregadores. Como cada carregador só podia conduzir uma mala à cabeça, a família viajante recém-chegada teve que acompanhar, a passos lentos, uma longa “fila indiana” de sete negros conduzindo suas bagagens.
     Da praça XV, passaram pela Rua da Alfândega, Rua da Quitanda e chegaram à Rua do Ouvidor. Era pouco mais das duas da tarde. Muita gente, andando de um lado para o outro, o movimento de sempre. A família sentia-se confusa e aturdida, receberam daquela agitação os empurrões de costume. Os carregadores, transpunha, rasgavam ou contornava a multidão com muita habilidade e tranqüilidade. Uma quadra depois chegaram a um suntuoso sobrado. A edificação foi erguida como residência da família do cafeicultor português Antônio Gonçalves Neto que iria hospedar a família que chegara de viagem.

     Do Rio de Janeiro segue Antônio Manuel para a vila de Bananal. Naquela época, Bananal já era o segundo maior produtor de café da província de São Paulo. As terras férteis e o clima propício atraiam grandes investimentos. Encantado pela região, Antônio Manuel adquire o espólio da fazenda Ouro Verde onde pretende dar continuar com a, então, lucrativa cultura do café.